O Centro-Oeste experimenta um novo ciclo logístico em 2025, resultado de investimentos públicos e privados que transformam sua infraestrutura de transportes. A região avança em obras estruturantes, consolida concessões estratégicas e amplia sua integração com os principais corredores de exportação do país. Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal aproximam-se de mercados essenciais, fortalecendo o agronegócio e reduzindo custos operacionais.
Concessões rodoviárias e leilões que movimentam o Centro-Oeste
Três leilões realizados em 2025 – Rota da Celulose, Rota Agro e Rota Sertaneja – somam R$ 28 bilhões em recursos e geram mais de 240 mil empregos estimados. A Rota da Celulose moderniza 870 quilômetros de rodovias federais e estaduais em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com R$ 10,1 bilhões em investimentos. O projeto inclui duplicações, terceiras faixas, novos acostamentos, Pontos de Parada e Descanso (PPDs) e a construção do contorno rodoviário de Três Lagoas.
A Rota Agro reforça o corredor que liga o norte de Mato Grosso ao Arco Norte, um dos trechos com maior crescimento no volume de grãos no país. O trecho de 490 quilômetros entre Goiás e Mato Grosso recebe R$ 7,26 bilhões para ampliar a capacidade de tráfego e a segurança viária.
Encerrando o ciclo, a Rota Sertaneja destaca-se como marco de desenvolvimento regional, com aporte de R$ 10,4 bilhões e estímulo à geração de empregos. O trecho atravessa áreas de intensa atividade agropecuária e polos logísticos em expansão, reunindo produção agrícola e centros de distribuição de grandes varejistas.
Melhorias na mobilidade urbana e qualidade da malha viária no Centro-Oeste
O Centro-Oeste avança em obras que fortalecem a conexão logística com as regiões Norte, Centro-Norte e Sudeste do Brasil. Entre as entregas de 2025, destacam-se a modernização do contrato de concessão da BR-163/MS, com quase R$ 10 bilhões em investimentos; a BR-153/GO/TO, que recebe R$ 500 milhões para duplicações; e a nova travessia urbana da BR-050/GO, em Catalão, no Sudeste de Goiás.
Essas melhorias elevam os indicadores rodoviários da região. Segundo o Índice de Condição da Manutenção (ICM) do DNIT, 85% das rodovias goianas classificam-se como boas. Mato Grosso apresenta 77% e Mato Grosso do Sul, 76%.
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Avanços ferroviários e escoamento da produção
No modal ferroviário, a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) destaca-se em 2025, com mais de 35% de execução. A obra conecta Goiás a Mato Grosso e integra-se à Ferrovia Norte-Sul, consolidando-se como eixo estratégico para o escoamento agrícola.
Outros avanços incluem esforços para a operação plena da Ferrovia Norte-Sul (FNS) e da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) em Goiás, além de estudos para novas ligações estaduais entre Mineiros, Jataí, Rio Verde, Barra do Garças e Acreúna.
A Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, lançada em 2025, prevê oito leilões em 2026, incluindo a Malha Oeste, ferrovia estratégica que inicia em Mato Grosso do Sul. Essa iniciativa abre possibilidades para transformar o corredor de exportações do estado, ampliando a eficiência no transporte de minérios, combustíveis, celulose e cargas de alto volume.
impacto dos investimentos no desenvolvimento do Centro-Oeste
A participação do ministro Renan Filho no leilão da Rota Sertaneja, realizada remotamente durante a Caravana Rota COP30, simboliza a conexão entre projetos em andamento e novos contratos que moldam o futuro da infraestrutura brasileira. A caravana visitou obras-chave para o Centro-Oeste, como a BR-080/DF em Brazlândia, com R$ 314 milhões do Novo PAC, e a duplicação de 53,44 km na BR-153/GO, entre Uruaçu, Campinorte, Rialma e Rianápolis, com investimento superior a R$ 500 milhões.
Esses investimentos robustos em infraestrutura de transportes garantem ao Centro-Oeste um ciclo logístico renovado, que fortalece a economia regional, melhora a mobilidade e integra a região aos principais corredores de exportação do Brasil.
