O ex-governador Mauro Mendes, pré-candidato ao Senado, comentou sobre as obras do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande, destacando os desafios enfrentados e as soluções adotadas para o avanço do projeto. Mendes atribuiu os atrasos principalmente a uma batalha judicial movida pelo ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e a problemas técnicos durante a execução das obras.
Desafios enfrentados na implantação do BRT
Mendes explicou que a implantação do BRT surgiu como uma decisão da sua gestão em dezembro de 2020, quando o governo extinguiu o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), paralisado desde 2014. Ele ressaltou que, apesar da obra estar em andamento, perdeu-se um ano e meio devido a entraves judiciais e outros contratempos.
O ex-governador acusou o ex-prefeito Emanuel Pinheiro de atrasar a obra ao impedir a entrada da empresa de topografia nas ruas e negar licenças para o trânsito, o que gerou uma verdadeira batalha judicial. Segundo Mendes, se esses obstáculos não tivessem ocorrido, a obra provavelmente já estaria finalizada.
Além disso, Mendes apontou falhas importantes, como a falência da empresa contratada para elaborar os projetos executivos, o que obrigou o Estado a realizar uma nova licitação. Também mencionou imprevistos técnicos, como a necessidade de alterar projetos durante a execução.
BRT: avanços e perspectivas para conclusão
O ex-governador destacou que, mesmo diante das dificuldades, não deixou a obra parada, mantendo o andamento dos trabalhos. Ele citou um exemplo na travessia da Avenida Miguel Sutil, onde a equipe do antigo VLT enviou um comunicado oficial informando que o viaduto estava condenado e precisava ser demolido, o que atrasou a obra em quase um ano.
Mendes comparou o BRT a outras obras realizadas em sua gestão para mostrar que entregou resultados superiores aos compromissos assumidos. Ele lembrou que não prometeu concluir o Hospital Central, mas a obra está pronta, e que prometeu duplicar a BR-163, além de outras realizações.
Em entrevista recente, o governador Otaviano Pivetta prometeu entregar até dezembro deste ano o trecho do BRT entre o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e o Comando-Geral da Polícia Militar.
Outros fatores que impactaram as obras
Mendes reforçou que a falência da consultora responsável pelos projetos executivos exigiu a paralisação e nova licitação, um problema comum na administração pública. Ele também destacou que a rixa política com o ex-prefeito contribuiu para os atrasos, mas garantiu que o problema do VLT/BRT está sendo resolvido.
